Escrito por tiagomentor às 00h50
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2007, um ano em banda larga
Mais um ano começa. E por mais clichê que pareça, esse início, não tem como fugir, início de ano é puro clichê, sempre. A mesma velha ladainha repetida exaustivamente de promessas para o Ano Novo, parar de fumar, emagrecer, enfim, esse amontoado de mais e mais clichês. Na dúvida de escolher um tema para a minha nova coluna, nova fase, acabei optando pelo mais óbvio, para o primeiro texto, o Ano Novo. Passado o choque traumático do Natal e a euforia etílica do Reveillon, essa é a hora perfeita para essas divagações desse tipo, é hora de começar 2007 para valer. Quer dizer, começar não, ensaiar, começar só depois do Carnaval. Ah, esse Brasil...
De qualquer forma, 2007 é um file mignon dos anos, ano de posse, de pan, e de tantos eventos que virão. Para os numerólogos é um prato cheio. A soma dos seus números é igual a 9, número que representa o fim de um ciclo, a hora de resolver todas as questões pendentes. Para a astrologia o caminho apontado é o mesmo, assim como tarô e etc. Não sei se você acredita nisso, eu acredito. Sou capaz de passar um ano inteiro sem comer abacaxi se alguém me disser que isso deixa a vida mais alegre. Bem, eu sou um caso à parte...
Não importa em que você acredita, o essencial é estar conectado, e de preferência, em banda larga. Cada vez mais estamos correndo contra o tempo e sentindo tudo passar muito rápido. Não é só com você. Daqui há pouco estarei fazendo o texto de Natal, vai voar mesmo. Se você não estiver com uma boa banda larga, vai ficar para trás. Sentimentos e modos de viver já estão sendo alterados pela frieza da máquina, isso é uma realidade. O mundo corre e você tem que acompanhar. E já que não tem remédio, o jeito é relaxar e aproveitar 2007. Antes que ele se torne apenas uma lembrança.
E me perdoem os calmos por natureza, mas é preciso estar ligado nesse ano que começa. Ninguém quer parecer antiquado, mas as mudanças, algumas vezes, são quase que diárias. Informação nunca é demais, seja em qual área for. É preciso estar com anti-vírus atualizado, com uma boa memória, updates regulares, a última versão dos programas e um bom filtro solar (ih, o aquecimento global, tem mais essa!). Se vivemos rodeados por máquinas seremos um dia como elas. Se bem que já somos, aliás, a máquina mais complexa e contraditória diga-se de passagem.
N’importe pás, o ano começou e se você não objetivar e seguir em frente, logo ele acaba, de novo. Não há resolução maior de Ano Novo que aproveitar cada segundo desse bebê, que nasceu diante de nossos olhos. E isso inclui tanto coisas pequenas e quase imperceptíveis até grandes ações, depende do seu sonho. É hora de andar para frente. 2007 é tão novo para você quanto é para qualquer um, então, sem crises, deixe os erros no passado e escreva cada página dessa sua história. Isso é o que realmente importa. Do resto, curta o fim do verão (oh, época boa!), seja bom, tome altos porres, ria, tente amar e beijar na boca, e o resto vem... Enjoy this moment! Só tome cuidado com o capítulo sexo na praia, sabemos o que pode rolar alguns momentos de prazer e liberdade extrema ( a não ser que seja em Cádiz, aí pode liberar, é turístico, agora, amassar o kibe!?!). Feliz 2007!!!!!
Escrito por tiagomentor às 02h31
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A mais recente produção do Beco do Baco, “Ctrl+Alt+Del”, volta aos palcos, em uma curta temporada, nos dias 13, 14 e 15/02, sempre às 20 hs, no Teatro Nelson Castro, com preço único de R$ 5,00. O espetáculo é vencedor do Programa Municipal Nelson Seixas de Fomento à Produção Teatral e tem roteiro e direção de Tiago Mentor. O limite de espectadores é de 50 por sessão.
“Ctrl+Alt+Del” é uma releitura contemporânea do livro “O Pequeno Príncipe”, de Saint-Exupery, e utiliza, além da obra em questão, cartas do autor francês, textos de Fernando Pessoa e Kurt Cobain, além de depoimentos dos próprios atores e material jornalístico. Focado na solidão moderna, não deixa de tocar em temas pertinentes ao momento, como consumismo, aquecimento global, suicídio e relações virtuais. Quatro atores formam o elenco: Alex Kiaia (Rose Del Rose), Denise Tremura (Raposa da Noite), Marjorie do Espírito Santo (Serpente do Deserto) e Tiago Mentor (Bill G. ).
É uma fábula sobre uma fábula. A história de alguém, em um planeta quase destruído, entupido de comida fast food e desilusões e decorado com flores artificiais. É a estória de um pequeno príncipe que almeja conhecer ser pessoas, entender o que é ser cativado e quem sabe, ser feliz, se é que é possível, na nossa correria de modernos, termos tempo para isso. Embora ambientado em um certo futuro, não deixa de falar do aqui e agora, o que pulsa na mídia e nos isola, cada vez mais. É um desabafo verborrágico e direto, sobre o deserto em que nos colocamos, tudo, tal como na obra original, mostrando como fomos endurecendo com o passar do tempo impiedoso.
Um vídeo contendo fragmentos de cenas, fotos e textos pode ser assistido pela internet, através do endereço, (http://www.videolog.uol.com.br/tiagomentor). As próximas apresentações da peça deverão acontecer no próximo mês, nas comemorações do aniversário da cidade, em data a ser definida.
Paralelo a isso, o grupo iniciou, em janeiro, a pesquisa para os próximos espetáculos, a serem estreados até o final do ano. O primeiro é “Ferida grande demais”, adaptação de um dos últimos contos de Clarice Lispector (com estréia marcada para 20/03). O outro projeto é o monólogo multimídia “Printing Warhol”, misto de performance e biografia do pai da Pop Art, Andy Warhol.
Escrito por tiagomentor às 13h39
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Sobre CTRL+ALT+DEL


Escrito por tiagomentor às 13h32
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